I - Estados Unidos
1. Apresentando o país
1.1 Características principais
Os Estados Unidos da América estão localizados no continente da América do Norte com aproximadamente 333.449.281 habitantes dividido por 50 estados, sendo o dólar a moeda oficial e o inglês a língua predominante. Após a Segunda Guerra, o país alcançou a hegemonia, tendo assim influencia na economia, política e cultura a nível mundial
A estrutura política do país é constituída como república federal presidencialista, na qual existe o poder executivo exercido pelo atual presidente Joe Biden, legislativo pelo congresso e o judiciário pelos tribunais. Apesar dos Estados Unidos ser um país pautado na liberdade econômica e individual, na política, as decisões são resumidas em dois lados: partido democrata de centro-esquerda que defende a igualdade social, economia mista e justiça social, enquanto o republicano trabalha com a linha do livre mercado, porém, adota valores conservadores em suas políticas sociais.
1.2 Cultura do país
De acordo com os dados de 2020 da World Population, os Estados Unidos são o país que mais recebe imigrantes do mundo, com aproximadamente 50.6 milhões. Percebe-se, portanto, que é uma nação multicultural com diferentes povos que ao se adaptar a cultura americana contribuem para criação de arte, culinária, dialetos e música.
A superioridade tecnológica fomentou a mídia em massa e tornou comum os serviços de streaming e redes sociais. Assim, O “jeito americano de viver” é difundido através de filmes, séries, músicas, livros e padrões de consumo.
Os americanos são considerados individualistas, competitivos e para eles, a liberdade de expressão é indispensável. Desde criança, são incentivados a serem os melhores no que fazem seja em esportes ou nos estudos, por isso, valorizam a proatividade. Pela independência ser difundida na cultura americana, costumam deixar a casa dos pais com 17 ou 18 anos.
1.3 Culinária
A maioria dos americanos possuem uma rotina agitada que envolve trabalho, família e estudos, por isso, o tempo torna-se escasso. Para ganhar tempo, eles optam pelas grandiosas redes de fast-food, costumam comer hambúrguer, batata frita, refrigerante e doces seja no café da manhã, almoço ou janta. No entanto, devido ao alto consumo de alimentos gordurosos, os americanos sofrem com a epidemia da obesidade com 42.9% da população obesa de acordo com a CDC (Center for Disease)
1.4 Aspectos econômicos
Os Estados Unidos tem o maior PIB nominal do mundo com, o valor de $21.43 trilhões em 2019 (pré-pandemia) e $20.95 trilhões em 2020. A inflação em 2019 foi de 1.81%, valor comum ao histórico de aproximadamente 40 anos que se manteve controlada, com exceção a 2022 que está acumulada em 8.5%, devido em parte à crise da covid e à guerra entre a Rússia e Ucrânia. Atualmente, em 2022, a taxa de desemprego está em 3.6% e para os trabalhadores o governo estabelece um salário-mínimo de $7,25 por hora.
É o 2° maior exportador no ranking mundial sendo os principais produtos petróleo refinado e carros, que são exportados principalmente para Canadá, China, México, Alemanha, Reino Unido e Coreia do Sul. No entanto, o país também é número 1 em importação, assim, a balança comercial enfrenta déficits crônicos, que compromete o equilíbrio das contas.
1.5 Aspectos regulatórios
A economia do EUA é baseada na liberdade econômica que promove facilidade para abrir empresas, contratar funcionários, demitir e principalmente pouca burocracia para implementação de novas tecnologias. Porém, as agências federais regulamentam a segurança, poluição da água e condições de trabalho da indústria para garantir o funcionamento correto delas.
Além disso, das 500 maiores companhias do mundo, 121 estão no país e possuem grande influência no mercado. Nesse sentido, para evitar que organizações como estas centralizem preços e recursos, foi criada a lei antitruste que visa proteger o princípio da livre concorrência da criação de monopólios.
O sistema tributário dos Estados Unidos é reconhecido pela simplificação dos impostos e por possuir uma alta carga tributária para renda e baixa para o consumo, recolhidos a nível federal pelo Internal Revenue Service (IRS). Para fins de comparação, o Índice de Competitividade Tributária Internacional da Tax Foundation (ITCI) que leva em consideração impostos corporativos, individuais, sobre o consumo, propriedade e regras fiscais internacionais, mede o grau de eficiência destas aplicações em 36 países da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e os Estados Unidos encontra-se no 21º lugar do ranking.
Segundo o relatório de 2020 da Tax Foundation, umas das principais fontes de receita foram os impostos individuais que representaram 41.5% de todo o valor arrecadado. Tendo isso em vista, os principais impostos que realizam o recolhimento destes valores são: Federal Income Tax (imposto federal de renda) que tem uma alíquota que varia entre 10% e 37% e o Income Tax (Imposto de renda) que varia de acordo com os Estados e, em alguns casos, pode ser deduzido. Além disso, existem outras despesas que podem ser deduzidas da renda tributável e, assim como no Brasil, o indivíduo nos EUA pode optar pela declaração com dedução fixa ou detalhada com intuito de pagar menos impostos.
Em relação ao imposto que incide sobre o consumo, este é denominado por Sales Tax (imposto sobre vendas) que é responsabilidade estadual e varia de 1% até 10 sob o produto. No entanto, a maioria dos Estados isenta alimentos vendidos em supermercados, medicamentos de prescrição e suprimentos agrícolas. Sendo assim, a receita com os impostos de consumo representou 17.6% em 2020.
Também existe o Property Tax (imposto sob propriedade) que é cobrado anualmente pela posse de bens imóveis (terrenos, edifícios e benfeitorias permanentes) sob o valor de mercado deste com alíquotas que variam amplamente de acordo com cada jurisdição. Em 2020, por sua vez, representou 12.1% da arrecadação.
E por último, as empresas residentes são tributadas em 21% sob os lucros corporativos tributáveis que são iguais aos recebimentos de uma empresa menos as deduções permitidas. Apesar das regras variarem muito, a maioria dos Estados segue os conceitos federais.
2. Oportunidades e riscos de se empreender nos EUA
Uma alimentação vegana e vegetariana pode ser identificada como uma das tendências alimentares mais fortes do mercado norte-americano atual, uma vez que o número de consumidores veganos nos Estados Unidos é crescente e irretocável.
Um estudo de 2011 estimou que os EUA tenham uma população vegetariana de 16 milhões de pessoas, sendo metade dela vegana. Ele também conclui que entre 2009 e 2011 esse número dobrou, indicando assim uma diminuição da exigência de produtos de origem animal na alimentação dos estadunidenses.
Esse movimento pode ser visto até dentro das cozinhas de restaurantes presentes nas principais cidades do país, abaixo estão ranqueadas as melhores cidades para os adeptos desse quadro alimentar, é importante dizer que esse também pode resultar em diminuição de gastos, uma vez que estimasse economia de US $750/ano por pessoa.
Números que também reforçam o grande mercado disponível foram divulgados em estudos pelos grupos Plant Based Food Association (PBFA) e The Good Food Institute. Eles indicam que indústrias de produtos como carnes e leites de origem vegetal faturaram US $5 bilhões nos Estados Unidos em 2019.
Trazendo uma visão panorâmica do modelo de negócio, ou seja, visão mundo, estima-se que o mercado de alimentos veganos chegará a US $74,2 bilhões até 2027. Os motivos são os mais variados possíveis, mas podem ser listados problemas de saúde, como o aumento da intolerância à proteína animal, maior investimento sobre os fabricantes de produtos à base de plantas, entre outros.
O país também já possui alguns tipos de comércios alimentares dedicados inteiramente à alimentação vegana, como um açougue em Minnesota e um supermercado em Portland, Oregon, esse último conta com um esquema de importação com mais de 30 países.
Em síntese, são vistas grandes oportunidades dentro do mercado de alimentação vegana dos estadunidenses, considerando a expansão do mercado consumidor e as possibilidades de variação entre produtos.
Sobre os riscos, foi identificado que os veganos do país, ou pessoas em transição, ou até mesmo consumidores irregulares dos produtos têm descoberto que a troca de uma dieta com todas as categorias de alimentos para uma mais restritiva envolve desafios físicos, sociais e psicológicos.
A pesquisadora de hábitos alimentares de Paris, na França, France Bellisle, explica que "Na maioria dos adultos norte-americanos, a ingestão de carne tem sido associada, desde a infância, a efeitos nutricionais prazerosos", e “desistir” dessa sensação significa passar por cima de preferências gustativas impressas no cérebro durante toda a vida.
O momento de troca dos alimentos pode se tornar ainda mais difícil com olhares de reprovação de amigos e parentes. A pesquisadora Hanna Schosler, do Instituto de Estudos Ambientais na Universidade Vrije de Amsterdã, na Holanda, afirma que “A norma sociocultural dominante no Ocidente é o consumo de carne”.
Além de que também existe o empecilho econômico, uma vez que os substitutos como leite de amêndoas e de arroz, e as comidas especiais para veganos tendem a custar de duas a três vezes o preço das demais.
3. Mapeamento da concorrência norte-americana.
O mercado americano de alimentos veganos está em constante expansão ao ser considerado os avanços nas causas de cuidado ambiental, muitas das empresas já presentes no mercado tem se unido a startups com iniciativas de conscientização sobre uma alimentação mais sustentável, e outras diversas empresas tem mostrado uma grande criatividade em suas iniciativas para entrada nessa indústria.
A Vida Nova S.A, é uma empresa que tem como proposito implicitamente mostrado por meio de seus produtos, o bem-estar do ser humano e da natureza ao oferecer produtos veganos e de baixa caloria não veganos. Em seu portfólio traz produtos como carnes, laticínios, pães, bolos, geleias todos sem origem animal, e produtos de baixa caloria. Estes produtos já são comercializados por algumas empresas no mercado que queremos adentrar, porém há diferenciações em níveis diferentes, que será o que trataremos neste primeiro momento.
A concorrência direta traz uma diferenciação baseada na criatividade ligada a tecnologia para criação dos produtos, principalmente em produtos como as carnes e laticínios, enquanto nossa empresa possui carnes derivadas da soja, a concorrência apresenta carnes feitas com diversos tipos de plantas e até mesmo biotecnologia que permite o uso do fermento na conversão do açúcar em proteínas semelhantes às encontradas em animais e produtos animais como a usada pela The EVERY Company. As empresas que produzem laticínios veganos neste mercado possuem origens diferentes das que nós já oferecemos, nosso portfólio conta com leites derivados da aveia, do arroz e de castanhas. Já estas empresas usam matérias primas como o coco, amêndoas e até mesmo proteína extraída da ervilha.
A concorrência indireta traz produtos com ideias criativas, como a New Wave Foods, que transforma algas marinhas em camarões, mas a maior parte da concorrência direta ou indireta foca em um produto ou na variação de um produto apenas.
Ao considerar as empresas que estão em evidência nesse mercado comprovamos o supracitado, elas possuem um enfoque em carnes plant-based, que é um dos segmentos mais lucrativos dentro deste mercado, e consequentemente onde as maiores empresas buscam entrar, como a PlantPlus, uma joint-venture de duas empresas de alcance mundial e uma das nossas concorrentes diretas que está presente não só no mercado que desejamos adentrar, como também tem seus produtos distribuídos nos mercados que já estamos, atendendo toda a américa do sul e a Beyond Meat que é uma pioneira em carne vegetal nos Estados Unidos que está presente em mais de 50 países.

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