II - Exportando para os Estados Unidos
A Vida Nova S/A decidiu expandir seus produtos para o mercado estadunidense por meio da exportação direta considerando que os Estados Unidos é um excelente parceiro comercial, principalmente pelo fato de conseguir se manter estável financeiramente, mesmo diante da crise do COVID 19. Além da estabilidade e da parceria comercial existente entre Brasil e EUA, a existência de alguns benefícios na exportação é um viabilizador da preferência em produzir no Brasil, pois existem incentivos tributários que reduzem os custos de produção no país quando se trata de produtos que serão exportados. Outros fatores considerados são as baixas barreiras tarifárias e o fato de o mercado alimentício estadunidense contar com diversos produtos importados que mostra a receptividade existente nele.
O nosso enfoque de venda será em regiões especificas contempladas nas localidades da Califórnia, Flórida e Nova York, e esta preferência foi embasada na cultura local que já possui aceitação ao mercado saudável e vegano, conforme constatado por meio das pesquisas iniciais estas cidades compõem o ranking das 10 melhores cidades para veganos e vegetarianos sendo assim a melhor escolha para comercializar nosso produto. Optamos pela diferenciação do produto com adaptação ao local de venda para ser o mais prático para o consumidor final, método este que trará identificação para a marca.
Nós usaremos como ponto venda mercados de produtos saudáveis investindo na imagem do produto para que seja atrativo, uma vez que existem diversos regulamentos que não nos permite que a diferenciação seja por meio dos preços apenas. E para a captação de novos consumidores, adotaremos a comercialização de versões de fácil consumo em conveniências em diversos pontos das localidades escolhidas, desta forma o alcance de nossa marca será maior e poderemos atrair consumidores por meio da experiência com o produto que terá o foco em mostrar como a Vida Nova se importa com o consumidor, e teremos mais oportunidades contra os concorrentes, pois não contaremos apenas com o publico de produtos saudáveis, mas teremos a chance de se apresentar a novos consumidores.
1. Regulamentação
O processo de exportação é um passo complexo, pois, está sujeito às regulamentações e tarifas tanto do país de origem como o de destino. No Brasil, primeiramente, todos os produtos passam pela nomenclatura comum do Mercosul com intuitos fiscais, no caso da Vida Nova S/A, os produtos exportados estão no ramo alimentícios não especificados. Ainda, para que fosse permitido a exportação dos produtos, é necessário a emissão do CVLEA (Certidão de Venda Livre para Exportação) emitida pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, assim como fatura proforma, nota fiscal, fatura comercial, certificado de embarque, romaneio e o certificado de origem.
Em relação as exportações para os Estados Unidos, a regulamentação é complexa, pois, existe uma regra específica para cada tipo de produto e precisa ser feito para se adequar à demanda de um mercado com consumidores com alto nível de exigência. Como a Vida Nova S/A está no ramo alimentício, a empresa precisa ser cadastrada previamente no site da FDA (Food And Drug Administration) e submetida aos regulamentos da Federal Food Drug, assim como a requisição de um representante legal no EUA.
Todos os produtos devem ser classificados para fins fiscais de acordo com a tabela Harmonized Tariff Schedule. Assim, a estrutura da tributação é dividida em ad valorem, específica e mista (que pode incidir as duas anteriores ao mesmo tempo). A tributação pode variar de acordo com o produto, mas a média da alíquota é de 3,5%. Porém, o Brasil faz parte do SGP (Sistema Geral de Preferências) que é um programa que oferece isenção ou redução do imposto sob importação, caso o produto esteja na lista do país importador e originário do país beneficiário, o benefício tributário pode ser concedido
2. Embalagem
As embalagens para exportação são estruturas que armazenam e garantem a integridade de todas as características originais do produto para o cliente.
Para a finalização satisfatória do processo de exportação é necessário ir além e analisar todas as etapas do curso dos produtos, ou seja, a partir do momento em que saem da fábrica dentro do país de origem até o país destinatário final, isto é, a casa do cliente ou outro local de consumo desejado por ele.
Sendo assim, é importante ressaltar que as embalagens devem ser ajustadas para todo o percurso, isto significa que podem ser separadas em fases de manuseio, como: primárias, secundárias, terciárias e quaternárias.
- Embalagens primárias: são as que têm contato direto com o produto, podem ser feitas de vários produtos, como: papelão, plástico, vidro ou metais;
- Embalagens secundárias: usadas com o intuito de armazenar um conjunto de produtos, geralmente feitas de papelão ou madeira;
- Embalagens terciárias: utilizadas para acondicionar e transportar os produtos até o centro de distribuição;
- Embalagens quaternárias: são voltadas para o transporte internacional, por exemplo, os containers.
Visando a redução na quantidade de lixo que é gerado apenas com a embalagem do item vendido, foi pensado em soluções sustentáveis e biodegradáveis para as embalagens, aliando qualidade no processo de durabilidade das mercadorias, com o uso reciclável e de fácil descarte. Sendo assim, foi escolhido modelos que usam papel reciclado adaptado a tecnologias térmicas, o que facilita a exportação e personalização.
Voltando a atenção para a rotulagem de produtos exportados para os EUA, eles devem estar etiquetados em conformidade com as exigências da FDA. As principais especificidades estão listadas a seguir.
1. As informações devem estar em inglês, podendo adicionar mais duas ou três línguas.
2. O texto do rótulo deve estar paralelo à base da embalagem, trazendo informações claras.
3. Deve ser apresentado o nome, endereço, cidade, estado e CEP (caso seja brasileiro) do fabricante, empacotador ou distribuidor.
4. A quantidade líquida do produto, em libras ou polegadas e no sistema métrico, devendo aparecer na parte inferior direita do rótulo.
- A marca precisa aparecer de forma evidente, com fonte maior que o nome do produto. A especificação do alimento deve aparecer no centro, em negrito. A forma do produto também precisa ser exposta – picado, em fatias, inteiro etc – ou apresentar uma foto do produto.
- Os cuidados especiais com o produto também devem conter no rótulo. Os alimentos congelados, por exemplo, devem estar rotulados como “frozen”. Os ingredientes utilizados na fabricação devem aparecer em ordem decrescente de sua predominância por peso.
5. Na “Nutrition Facts” são listados, nesta ordem, os nutrientes que aquele produto traz: calorias, calorias obtidas de gorduras, total de gorduras, gorduras saturadas, colesterol, sódio, total de carboidratos, fibras dietéticas, açúcares, proteínas, vitamina A, vitamina C, cálcio e ferro.
6. Fica isento a obrigação de listar outros nutrientes ou informações mais específicas.
7. Nutrientes principais precisam estar em negrito na coluna esquerda, com os subcomponentes listados abaixo, sem negrito. A quantidade absoluta de cada nutriente presente no produto deve ser impressa ao lado do nome do nutriente.
8. O tamanho da porção da especificada refere-se ao “21 CFR 101.1218” que lista a quantidade apropriada para várias categorias de alimentos (“reference amount customarily consumed”).
9. Informações como “sodium free” se apresentam nos rótulos apenas caso seja estipulado pelo FDA, podendo ser consultado no 21 CFR 101.13.
10. Ingredientes com potenciais alergênicos devem ser citados, como a proteína derivada de amendoim, soja, leite de vaca, ovos, peixes, crustáceos, castanhas e trigo devido ao ato “Food Allergy Labeling and Consumer Protection Act”.
3. Transporte, armazenagem e distribuição
O frete internacional é uma questão central dentro da cadeia produtiva da empresa, exigindo um grande planejamento e cuidado na execução, a fim de evitar desperdícios e perdas. Nesse processo foi criado um método de exportação que visa a maximizar e facilitar toda a cadeia produtiva, garantido a qualidade e frescor dos produtos.
Modelo simplificado de transporte internacional:
Na elaboração desse método foi levado em consideração os tópicos listados abaixo:
· Origem;
· Destino
· Prazo de entrega;
· Características da carga (peso, volume, natureza, cubagem);
· Disponibilidade para envio;
· Modal (aéreo, marítimo, rodoviário);
· Custo do serviço.
Em síntese, ainda que o modal aéreo seja o mais caro dentre os disponíveis, continua sendo o de melhor escolha, pois ele oferece maior praticidade, rapidez e a segurança alimentar que o mix de produtos ofertados necessita. Junto dele é utilizado o modelo rodoviário para que a carga chegue ao destinatário, ou seja, local onde vai ser comercializado.
É importante dizer que na fase inicial de exportação dos produtos todo o trâmite de pagamento de frete é feito na modalidade de “freight prepaid”, ou seja, na modalidade pré-pago, e que o processo de comunicação entre as empresas utiliza o conjunto de normas criadas no intuito de melhorar a comunicação entre os países e evitar conflitos nos negócios do exterior, as chamadas Incoterms.
4. Estratégia para combater a concorrência e produtos oferecidos.
O mercado vegetariano e vegano dos Estados é muito amplo com uma diversidade de marcas como a Sweet Earth, Every Company ou New Wave Food. De acordo com a Statista, o consumo dos americanos de substitutos bovinos e aves é muito maior que a média global e, ainda em 2021 tinha 14% da população com dieta vegana, vegetariana ou a base de frutos do mar.
Apesar do mercado possuir diversas opções, percebe-se que falta praticidade em implementar alimentos saudáveis na rotina das pessoas. Portanto, nosso foco é garantir a variabilidade dos nossos produtos para que estejam presente em qualquer horário do dia com o toque brasileiro.
Abaixo, segue nosso portfólio dos produtos pensado para cada horário do dia:
Manhã e tarde: Pão com geleia a vácuo, linha de geleias, pães e bolos brasileiros.
Almoço e janta: Massa com almôndegas e queijo vegano, frango com puré e molho, hambúrguer congelado com queijo vegano e pasta sem lactose.
Além disso, é possível encontrar a linha de carnes substitutas avulsas nos mercados.
5. Marketing
Nosso público-alvo são pessoas que procuram a combinação de uma vida saudável com praticidade e a naturalidade que apenas produtos brasileiros são capazes de ter.
Enquanto as pessoas estão rolando o feed para ver publicações no Facebook ou Instagram podem se deparar com um anúncio sobre os produtos da Vida Nova S/A ou ainda com cupons de desconto. O principal objetivo é incentivar os consumidores experimentarem os novos produtos e torná-los fiéis a nossa marca.
Devido questões de legislação e cultura, toda a equipe de marketing é terceirizada. Assim, pode-se ter um plano estratégico com melhor custo e benefício.

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