II - IED na Holanda
Para a expansão da Vida Nova para a Holanda o método de entrada será o Investimento Estrangeiro Direto, por meio da instalação de fábrica e pontos de venda. O enfoque dos nossos produtos - de serem saudáveis e veganos - já é muito aceito no país, considerado um dos mais saudáveis do mundo e liderando o ranking em 2019, além de convergirem com os alimentos rotineiros de toda a população, que se baseia muito em pães e leite. Além disso, a população possui um bom poder aquisitivo e salários competitivos, o que expande nossos produtos não só para uma classe específica, mas para grande parte da sociedade holandesa.
1. Tipo de loja e produtos a serem comercializados
A ideia não é ser um supermercado, pois a variedade de produtos não é muita e ofereceremos apenas os nossos produtos, mas uma pequena loja automatizada, onde você passa e paga os produtos por conta própria, sem precisar passar por um operador de caixa. Esse estilo de mercado é comum na Europa e está presente até mesmo nas grandes redes de supermercado do Brasil, sendo uma tendência. Conseguimos encontrar esse estilo de loja nos condomínios residenciais brasileiros, com um minimercado 24h e 100% automatizado.
Levaremos todo o nosso portfólio alimentício, com pães e bolos de diferentes sabores e veganos, especialmente o pão de forma, que é bem comum nos cafés da manhã e para fazer sanduíches no almoço. Geleias variadas, como a de maçã que é muito utilizada, iogurtes, pasta de amendoim, leites vegetais, carnes de soja, sanduíches prontos e manteigas de baixa caloria. O enfoque e diversificação será nos pães e geleias, que são consumidos diariamente pela população.
Para a implementação desse sistema, contaremos com a empresa holandesa Van Rennes Industrial Automation, especializada em soluções de tecnologia e automação, que fará toda a montagem e manutenção do sistema nas lojas.
2. Localização das lojas
A princípio, numa projeção de 3 a 5 anos, teremos 3 lojas espalhadas em grandes cidades. Serão essas:
1. Eindhoven, no sul do país e localizada na província de Brabante do Norte, sendo um grande polo de empresas e indústrias de tecnologia e design. A cidade é a 4ª maior da Holanda em número populacional.
2. Amsterdã, capital da Holanda situada no Norte e a cidade mais populosa, com grande quantidade de turistas, população jovem e com boa fluência em inglês.
3. Roterdão, segunda maior cidade e muito conhecida pelo seu porto, que já foi considerado o maior do mundo. É um ponto estratégico tanto pela grande população, como também para o planejamento de exportação de nossos produtos para outros países da Europa.
A fábrica estará situada em Amersfoort, pois possui vias férreas e rodoviárias com fácil acesso às cidades onde teremos nossos pontos de venda.
3. Fornecedores, transporte e embalagem
Ao tratarmos da real necessidade do meio pelo qual trabalharemos a nossa produção, é de suma importância sua origem e destino, trataremos nossos produtos com objetivo de maximizar a produção orgânica e natural, selecionando fornecedores especialistas na produção agrícola sustentável local, além disso, pequenos agricultores também estarão em nossa lista de parceiros, pois, a forma de tratamento tende a ser o mais natural possível. Por se tratar de alimentos que necessitam de preservação térmica, optamos por parcerias locais, otimizando assim o tempo de transporte de insumos e preservando sua origem sem produtos químicos para estabilização de sua saúde.
As embalagens serão biodegradáveis e em alguns casos como o leite, optaremos por embalagens retornáveis e com prazo estimado para destinação correta. Isso por sua via, aumenta a fidelidade e melhor desempenho na reutilização de produtos não biodegradáveis.
Nosso meio de transporte dos insumos será através de motoristas locais que levarão até nossos pontos de vendas.
4. Regulamentação
O processo de abertura de uma empresa na Holanda não é burocrático, sendo um dos melhores países do mundo para se fazer negócio. Antes de qualquer coisa, é preciso do visto de residência e trabalho, entretanto, startups e grandes empresários conseguem um visto específico de empreendimento internacional.
O tipo de empresa será uma Naamloze Vennootschap (NV), que equivale à uma Sociedade Anônima no Brasil, com o capital dividido em ações. Para este empreendimento, é necessário um capital inicial de 45.000 euros.
Possuindo a regularização do visto, é necessário registrar a empresa na KVK (Kamer Van Koophandel), Câmara de Comércio Holandesa. Primeiro, é feito a inserção dos dados principais da empresa no site, informando principalmente que se trata de uma NV. Um ponto muito importante é o nome da empresa, que será analisado e aprovado. Depois, é feito o agendamento de um horário na KVK mediante o pagamento de uma taxa de 50 euros. Após o registro na Câmara, você recebe o número comercial da empresa, também chamado de KVK, e o número do IVA (Imposto sobre Valor Agregado), também chamado de BTW, que precisará ser utilizado em todas as faturas e documentos fiscais da empresa, garantindo o recolhimento de impostos em todas as vendas.
A alíquota de IVA é de 21%, mas para setores como o alimentício, reduz para apenas 9%. Sua declaração é feita trimestralmente. Outras informações sobre a tributação do país estão descritas na seção 1.4 do texto #1 – Holanda.
Todos os registros contábeis e documentos fiscais devem ser guardados por 7 anos.
Algumas licenças são necessárias para o ramo alimentício, como a licença geral de alimentos e bebidas, emitida pela Autoridade de Segurança de Alimentos e Produtos de Consumo da Holanda, e seguir todos os protocolos da HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle). A HACCP é obrigatória em todos os países da União Europeia, esse sistema diz respeito ao controle químico, físico e biológico que garantem a segurança do alimento, desde a matéria-prima até o produto acabado. A Holanda também possui a “Lei das Commodities”, que deve ser cumprida por se tratar da fabricação de alimentos.
A rotulagem dos produtos segue um padrão parecido com o dos Estados Unidos, devendo conter as informações em holandês. É obrigatório a apresentação do nome do produto, ingredientes, quantidade líquida, data de validade, presença de alergênicos e valor nutricional, que deve ser comprovado.
5. Marketing
Nossa estratégia de marketing tem como objetivo o incentivo ao conhecimento do novo modelo de negócio implementado. Atualmente, o continente europeu detém o primeiro lugar em questão quantitativa de usuários do Facebook, com isso, a nossa estratégia de expansão da informação é a utilização do Facebook e Instagram Ads e associações de influencers locais.
O diferencial do nosso negócio é a autonomia de nossos clientes, tendo em vista de que os pontos serão self market e os clientes evitarão filas para a finalização de sua compra, apesar de ser um sistema de tecnologicamente caro, a definição de “sou o único responsável pelos processos de compra” é nosso maior forte no quesito cliente externo. Temos que olhar para todos os públicos e pensar na forma de inclusão de todos, a maioria do público que está acostumado com compras físicas para que possa definir qual dos itens levar, optam pela ida até o posto comercial, enquanto outras adaptações resultantes da recente pandemia é a entrega através de delivery por aplicativo. Com esses dados em mãos, optamos pelo termo Phygital (Physico + Digital), onde o cliente terá a opção que preferir e melhor, com a mesma qualidade em ambas as alternativas.
A criação do nosso App trará todos os itens disponíveis em loja e em estoque para entrega, a estratégia no sentido estoque é baseada em um novo conceito de droppshiping local, por tratarmos de um posto físico sem a necessidade de atendentes, utilizaremos o custo com pessoal para a preparação desses produtos para entregas.
Em suma, o que nos difere dos demais concorrentes é nos conectarmos com a natureza com a mesma intensidade em que nos conectamos com nosso digital e aproveitarmos isso tornando o nosso lar (planeta Terra) um lugar mais limpo e duradouro.

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